quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Um corpo de 30!

Diva Maior Bey que não veste  P  amo/sou.
                                                                                                                Por Cássia Divino

"Honrar a nós mesmas, amar nossos corpos, é uma fase avançada na construção de uma autoestima saudável."
Bell Hooks


Essa temáticas parece demais clichê mas é que eu lia muitos textos sobre como era chegar aos 30 e o que é ver seu corpo aos 30.São situações que só vivendo pra saber.Essa semana além da TPM e todas as mudanças que a Lua nos proporciona, começou a me  fazer pensar e cair a ficha do meu corpo de quase 31 anos.Me olhando  no espelho (como faço todos dias, recomendo:façam isso)vi que muitas coisas mudaram, algumas começaram a me incomodar a pouco tempo, o metabolismo não é tão acelerado como antes.Eu lembro que quando eu era uns 5 anos mais nova perder peso era vapt-vupt , agora "mermão" a gente sua bonito na academia, com custo e perde 1 kg ou alguns gramas  hauhauhau. As vexes é difícil ver essas mudanças e por mais que não desejamos ser afetadas pela industria padrão de beleza e corpo,isso nos afeta um pouco e a forma como vemos os nossos corpos.E isso as vezes incomoda!
Não to dizendo pra você não se aceitar ou ficar com raiva de você mesma.Mas tratar-se com gentileza.Não seja cruel ou perfeccionista com você (vai por mim já fui e mto).Aceitar o que nós somos é o primeiro passo pra nos amarmos incondicionalmente.E se o desejo é mudar isso faz parte do processo de atingir seus objetivos.Um dia de cada vez , um pouco todo dia faz a diferença nessa jornada!

A finalidade hoje era só comer proteína.Mas to com uma bacia de pipoca e já comi um docinho rs


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

EXPECTATIVA X REALIDADE

     Muitooo tempo se passou , o post desse ano foi no começo do ano literalmente e tô eu aqui faltando 2 meses pra acabar o ano e o que aconteceu. Porque eu sumi rs

   Essa história de expectativa e realidade é realmente verdade. Você planeja X mas acontece WUFCXE na sua vida.Esse ano muitas situações aconteceram e graças a Deus e ao universos coisas MUITO boas (não aguentava mais sofrer).Sumi por uma boa causa.A 8 meses atrás minha avida começou de novo.Sai de um dos meus empregos (eram 2)pra poder ter uma qualidade de vida melhor e ter tempo pra mim e para os meus projetos. Hojé estou fazendo uma pós que queria a muitos anos e não tinha tempo e nem condições de fazer.Estou trabalhando com o que gosto e colhendo os frutos disso.E isso se deu quando eu comecei a me posicionar dentro das minhas relações.A gente as vezes vai levando tudo com a barriga e acha que ta bom e na realidade não está.Ainda mais se vc quer resultados diferentes.
    A conjuntura política não tá do meu agrado mas eu não posso sentar na calçada e chorar, tenho que me mover e andar a vida.Esse ano eu tinha falado sobre o feminino e o seu poder.Esse ano eu vi inúmeras provas disso quando milhares de mulheres do Brasil todo se colocaram na ruas para protestar contra a submissão de seus corpos/vidas e sobre a atual política.Vi também pessoas exaltando a intolerância, homofobia e racismo.Pessoas do meu convívio, pessoas da família (parentes).pessoas que eu considerava bastante mas que depois das eleições não vai ser igual. Na verdade muita coisa vai mudar mas estejamos atentos.
       A realidade de hoje não tá fácil e ser otimista as vezes soa clichê, mas desisti é que eu não vou, a gente fazendo o nosso pouco todo dia gera resultado no final, pelo menos é essa a expectativa.A Ordem é lutar, lutar e lutar.Eu não posso reclamar tirando essa questão política porque minha realidade estão além das expectativas e espero continuar assim.
    Esse ano é ano par(ano bom pra mim)é ano da justiça, infelizmente estamos colhendo politicamente muitas coisas q n foram diretamente plantadas pela gente.Estamos em uma teocracia que não queríamos até porque o estado é laico pela constituição(expectativa  porque realidade nada)
       Eu espero que tenhamos aprendido muitas lições até aqui.E que a gente possa seguir com a colheita.Espero que vocês tenham plantado boas coisas também!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Finalizações e novos começos necessários!


Alguma semana atrás eu fiz um post no instagran sobre finalizações.O que me fez pensar e repensar muitas coisas das quais eu vivi e passei(algumas sem necessidade podemos dizer) durante esses 30 anos e principalmente nos ultimos tempos. Eu poderia fazer um textão gigante contando todas as coisas boas e ruins que me aconteceram mas a Cássia não sabe fazer resumo rs então acabo sendo prolixa ,por isso vou me ater alguns fatos q aconteceram antes do meu meu aniversário!

Eu lembro que faltando umas ou duas semanas pro meu aniversário meu relacionamento pessoal/amoroso tava um caos e chegou ao fim, eu fiquei bem ruim em todos os sentidos.E mesmo assim marquei o festejo, chamei os amigos pra ver se me dava um levante na vida, no momento, naquela hora.Lembro que em cima da hora eu entrei  em pânico, a minha vontade era de não aparecer em lugar nenhum, principalmente no meu próprio aniversário.No final tudo ocorreu bem as pessoas que compareceram nem sabem mas  foi importante pra mim elas estarem ali!

Foi uma passagem dura dos 28 para os 29 mas depois da turbulência tudo foi se encaixando.Faltam apenas alguns dias pra eu fazer 30 e agradeço o ciclo que passou, todas as dificuldades pelas quais passei só me ensinaram a me tornar mais forte e saber exatamente o que eu  quero e o que eu mereço!Pessoas são muitas nesse ciclo que tem me acrescentado e na sua maioria mulheres então venho agradecer a vcs(porque vcs sabem quem são). Até mesmo a minha irmã que muitas vezes foi dura nas palavras comigo mas me abriram os olhos pra situações realmente relevantes e significativas.Ter pessoas próximas a você com as quais você pode contar,ouvir o que você não quer ouvir mas é verdade(contar tudo mesmo e contar pra qualquer coisa e situação) é bem importante.Hoje tô nesse processo de assumir responsabilidades da vida, onde o que vc planta vc colhe ,onde o que é justo te alcança mesmo vc estando em outro lugar.Hoje tô colhendo algumas coisa que plantei e a vida vai seguindo assim, espero que floresça mais ainda!


Algumas finalizações são necessárias se queremos manter a serenidade ,maturidade ,saúde mental ,emocional e evitar a fadiga. Isso não é egoísmo é auto preservação e cuidado.!Começar o ano 2018 com novas atitudes já é um começo e tanto para obter resultados diferentes . Não existe meio termo pra finalizações ,muitas vezes buscamos ser diplomáticos com inúmeras coisas e situações que na verdade são pontuais,cruciais! Fiquemos atentos,observemos.
Pratiquemos o auto conhecimento ♡

E não esqueçamos que pra algo novo entrar é preciso deixar o velho pra trás!

Feliz Ciclo novo!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

2018



Pessoas lindes dos Brasil, esse ano que passou foi resumido a muito perrengue mas teve uns salves no final do ano que deu uma aliviada pra gente ter esperança no ano de 2018.(que vai bombar, ano par, aleluia amém)

A gente já está com a listinha de metas salva ?! Já estamos sim. E vamos abalar juntos.Esse ano uma das metas e voltar a escrever pra mim e pra vcs, de forma que nos ajudemos nos corres e agruras do dia-a-dia.Porque a gente tá nessa terra pra fortalecer os nossos e quem mais precisar!

Eu sou por que nós somos!

Os posts vão funcionar no esquema semanal de sempre e serão de assuntos diversos(mas voltados pro publico feminino, sorry homis) e sem ficção rs. Vou aceitar sugestões também porque uma construção não se faz sozinhannn neh?!
2018 é o ano do feminino e de estarmos nos fortalecendo mais do que nunca!

Pode vim 2018 que vai ser só impacto!

beijas e vamo se amar genty!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Na beira



"Me lanço feito kamikaze sou quase qualquer coisa feito com seguinte.
Sou dona de um peito persistente,um coração pedinte.
Eu tô no limite de tudo.Ponto final,última gota.Me equilibro na linha do infinito não sei se caio  ou se fico.
Sou dona de um peito apertado atado em desejos infindos.Motor de pernas e braços, corro devagar porque meu tempo é outro.O que eu quero é logo.O que eu movo é lento.
É a teimosia do não e eu na beira do sim, pronta pra dar o salto."

Luna

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A gente se acostuma mas não devia

     
     

                                                                                                                            Por Cássia Divino
      O processo de auto conhecimento é uma parada muito louca, é um trabalho na verdade pesado e de formiguinha.A desconstrução da nossa mente sobre comportamento, atitudes e costumes é algo que só vai sendo mudado conforme a nossa caminhada, é o famoso "caindo a ficha" com o passar de nossas experiencias e  empoderamento.
     A gente sempre se acostumou a se adaptar ao jeito das pessoas porque obviamente vivemos em sociedade, mas você já parou pra pensar o quanto isso pode estar te prejudicando e beneficiando a outrem??Tipo uma mão única, onde se faz bem só a um lado e esse lado não é o seu.São coisas simples do dia-a-dia,um sim quando deveria ser não, um "jeitinho" quando não tinha nem espaço pra jeito nenhum.
     As vezes focamos em estar bem com todos e fazer todos felizes que sempre nos contentamos com o que resta do banquete, o que não deveria acontecer, mas como já disse esse processo  por muitas vezes demora.Quando nos damos conta desse "detalhe" que faz toda a diferença a primeira impressão que temos é que estamos sendo chatas/os e por vezes até exagerados porque aquilo tá tão intrínseco dentro da gente , sendo alimentado durante anos que é uma desconstrução por vezes bruta, o gatilho as vezes acaba sendo algo muito grave ou até mesmo uma montagem de um quebra -cabeça.
     Nós participantes deste cosmos,desse sistema,na sua maioria estamos muito acostumados a dar mais do que receber, a abrir mão mais do que podemos e queremos em nome de diversas coisas:relacionamentos,família,filhos,homens, mulheres, amigos , quando na verdade só queremos somar, queremos trocar coisas boas, (e ruins  se for o caso como objetivo de melhorar sempre) e não só se doar o tempo todo.Isso não é uma viagem de volta ao mundo, são coisas mínimas mesmo, tão simples como um obrigado.
      Hoje vejo que fazer o bem é algo que tem de ser bilateral, onde todos estejam confortáveis, do contrário sempre haverá problemas mais dia ou menos dia.Se não tá sendo bom pra você é hora de levantar quando o que você quer não estar sendo servido.Nunca diminua seu plano (pode ser curto, médio ,longo prazo)pra agradar ou ser aceito.Se supere!
        Não se acostume,se supere.

domingo, 2 de abril de 2017

Questão de tempo



                                                                                                                      Por Cássia Divino

      Tem um filme que eu gosto muito , o nome dele é "About time"(tem no netflix) .Conta a história de um cara que tem o poder herdado por todos o homens da familia de voltar no tempo e assim ele vive e resolve várias situações da vida, inclusive se apaixonar. Não vou dar muito spoiler mas esse filme é o desejo de praticamente a maioria das pessoas mas a gente sabe que isso tá longe de acontecer, vida real é BEM diferente.
     A vida assim como a história é feita de rupturas, a gente nunca consegue ter uma história linear(tudo certinho, todo mundo feliz , agradando tudo e a todos), sem conflitos, guerras e se lá o que de ruim possa acontecer.Nesse momento você como sobrevivente de todas as épocas por qual já passou segue em resiliência,sempre reconstruindo mas ae você pára e pensa?"Eu sempre me comportei assim, nadando contra a corrente e não adiantou."
Você não quer ser uma estatística, um número , um senso comum.Você quer ser você mesma.
Se perder pelo caminho é algo que acontece com frequência,as pessoas se sabotam, as pessoas se encondem nelas mesmas e de tanto fazer isso, não falar , não demonstrar ou simplesmente não saber lidar com isso as levam para alguns redemoinhos. 
Nesse momento depois de árduas lutas principalmente com você mesma, você resolve se dar um tempo.Tempo este que  usará para refletir, pra pensar, pra se achar, pra se motivar.
Mas fazer isso me torna uma pessoa fraca, logo eu, que sempre fui forte,sempre levei tudo de boa? Sim porque ninguém é perfeito o tempo todo(ps: as pessoas tem defeitos,elas erram).Se dar um tempo pra se realinhar, pra resgatar você mesma,o que é importante para a caminhada,pra auto conhecimento,pra se curar pra depois dessas rupturas todas apertar o start novamente.
Vai com calma , sem pressa, sem medo, vai dar certo , tem que dar certo.
O tempo faz sempre bem a sua função.Entenda.Aceite.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Tempo e vivência

    Quando se trata de abordar sobre a auto estima negra , abre-se um viés de possibilidades,de assuntos.Quando eu escolhi o tema quis falar um pouco da minha vivência.Sei, que assim como várias negras como eu, tiveram sua auto estima abalada ou fragilizada em algum momento da vida.Seja pelo corpo, seja pelo cabelo, pelos lábios grossos e grandes, quadril largo e por ae vai. 

      Em minha casa minha mãe sempre cuidou da gente com máximo capricho,trançava nosso cabelo, ajeitava aqui e ali, nos setíamaos bem mas era só chegar na escola que nosso bom humor ia pro brejo.
As pessoas zoavam, hostilizavam,por um bom tempo as pessoas me chamavam de bicuda porque realmente era uma coisa que me incomodava, não dava pra ficar sorrindo.Alisar os cabelos foi uma opção de me sentir aceita e inclusa  no ambiente que eu vivia e estudava, eu ficava mais na escola do que em casa,estudava em período inegral.Como estudei no mesmo colégio durante anos  fui conquistando o respeito das pessoas e fui começando a não ligar muito pro que diziam.Minha mãe sempre foi muito parceira nesse tocante de tá nos estimulando a não desistir, a não entristecer, a não ligar.
    Como disse com o tempo começei a "cagar" pra opinião das pessoas, essa era a minha reação quando falavam algo ofensivo.A mídia não me ajudava muito com a questão da auto estima não,eu achava que tinha que ter cabelo grande e liso, coloca a toalha na cabeça e tudo, não gostava de colocar batom pq me achava com a boca gigante, não achava tom de maquiagem pra minha pele quando mais velha(graças que hoje tenho tudo isso ao meu dispor).

  Apesar de na infância não ter muita represetatividade além da família, tive referências musicais,todas as divas do soul,do blues meu pai ouvia e a gente ouvia também(até hj ouvimos), isso foi algo muito importante porque foi na música que anos mais tarde nos achamos e nos desenvolvemos.Foi na música que a gente viu a representação da nossa luta também.Hoje minha mãe usa turbante e não fica esteriotipando como fazia antes, hoje ela tem uma visão cultural e histórica muito maior de conscientização.Hoje eu sei que, se eu quiser ser a Frida eu vou ser, se eu quiser ser a mulher maravilha eu vou ser, eu posso ser o que eu quiser.

Me aceitar hoje ,como eu sou com todas as minhas caracteristicas não foi facil, me prendia em trocentos aspectos e ainda estou em desconstrução.O empoderamento me ajudou absurdamente nesse quisito.As vezes as pessoas falam que eu sou séria ou me classificam como metida,mas não sou não.Isso foi um pouco de resultado por conta da falta de auto estima , até hoje não sei lidar com elogios e alguns afetos, as vezes acho que as pessoas tão zoando comigo  e isso é algo que eu tenho lidado também, quem convive comigo sabe que sou uma matraca ambulante e dou uns sorrisos também!
Emponderar-se é saber da sua história, do seu trajeto e se orgulhar do que está se tornando.Eu sempre falo que o tempo é rei, porque eles nos conscientiza e transforma.Hoje eu não fico nessa de não ligar pra opinião dos outros, só ouvir e não falar. Eu problematizo, explico, exemplifico. Não dá pra engolir qualquer coisa, qualquer argumento raso ou equivocado.Agradeço a cada dia as lindas que estão se ajudando, se unindo no empoderamento, na luta que vai muito além de estética e modinha.Vai ter negra empoderada sim,vai ter nega se achando a top da galaxia também.

Beijas

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Macarrão da Cassilds

Boa Noite seus lindos(as), então mais uma vez ataquei a cozinha e fiz uma macarronada com picanha para comemorar atrasadamente  o dia internacional do macarrão(foi dia 25)..eu gosto muito de cozinhar e tento fazer os meus pratos o mais prático possível, até porque a vida é super corrida e não dá pra vc elaborar um prato durante a semana q leve muito tempo pra ficar pronto rs


                                                                                                               Por Cássia Guidin


Ingredientes:

- 400 g( 1 pacote)  de macarrão penne integral(pode ser o parafuso de vc preferir)
- 60 gramas de azeitona sem caroço
- 200 gramas de queijo prato ou mussarela(ou qualquer um que vc goste)
- 400 g de picanha picada(pode ser da sobra do churrasco do finde se vc quiser-devidamente conservado, é claro )
- Azeite
- Sal
- 1/2 de chá de molho de tomate , só pra dar uma cor e apurar o sabor
- Coloque salsinha,cebolinha e pimenta à gosto.

Modo de Preparo.
 Corte a picanha em cubos , tempere  com sal e chimichurri.Reserve.Em uma panela coloque água  suficiente para cozinha o macarrão e coloque uma fio de azeite.Coloque o macarrão para cozinhar no tempo estipulado na embalagem(12-15 minutos normalmente).Após o macarrão estiver cozido escorra e reserve.Pré aqueça o forno a 180-200 graus.Refogue a picanha até ela dourar , quando ela dourar misture o molho de tomate .Em um refratário, coloque um pouco de azeite e depois o macarrão com o molho de picanha, e a azeitonas misture.Coloque o queijo irregularmente entre o macarrão e leve ao forno por 15-20 minutos.Receita pronta.Serve 5 pessoas.Fica uma delicia e demora no máximo 45min - 60 min.Uma salada para acompanhar e um vinho .Merlot ou um Cabernet Sauvignon.

Beijas

ps:A massa do macarrão eu usei integral mas isso fica a seu critério.Cuidado com o sal por causa do queijo,pimenta e azeitona, pois estes alimentos já têm sal em si e ajudam na apuração do sabor.
ps2: Dá pra fazer a receita sem carne também para os vegetarianos substituindo a carne por carne de soja ou legumes.


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Vamos falar de violência de gênero, sim senhores.(parte II)

  
Arte : Tim Okamura

                                                                                                              Por Jordana Bulla

    Que foda é ser mulher, gente. Não dá pra descrever de outra maneira. Essa última semana em particular foi foda pra caralho. Nós somos obrigadas a assistir homens no poder mudando leis tão importantes pra gente. Ferindo nossa dignidade. Deixando claro quem manda em tudo aqui. Só que a gente já sabia, sempre soube, e daí resolveu que não ia mais deixar assim não.
   Aí depois de uma semana pesada dessa, chega a prova do ENEM pra fazer homem machista e escroto passar mal na hora da redação. Chega questão com Simone. Chega música do Pixinguinha. E você se emociona com os relatos das minas, com a força delas, com a luta e a garra dessas mulheres maravilhosas que não desistem nunca. Eu me emocionei com a redação da minha prima, meu bebê de 17 aninhos, que orgulhosa eu fiquei quando ela leu seu texto pra mim e eu percebi que ela está crescendo pra se tornar uma mulher forte, bonita, empoderada.
Vivenciamos a violência de gênero todos os dias,
e tem gente reclamando de escrever??
    Outra coisa importante é que quando a gente fala disso, quando a gente expõe a ferida em nível nacional como foi feito, as pessoas se mostram. E a gente descobre quem é quem pra se proteger ainda mais. E a gente ouve homem dizendo absurdo e a gente não se cala. E a gente tem a oportunidade maravilhosa de ficar cada vez mais longe dessa gente lixo que acha que discutir sobre a violência que as mulheres passam todos os dias de suas vidas é uma questão secundária. E esse é só o começo.

     Você reclamou de escrever um texto sobre o assunto em uma prova, mas a gente é obrigada a viver a problematização desse tema na pele. Nossa vida inteira é a discussão desse tema. Ser mulher é ser agredida de tantas maneiras, por todos os lados. Ser mulher é expor o que você pensa e ouvir que você é agressiva e exagerada quando o homem ao seu lado teve todo o direito de dizer o que quis sem repreensão nenhuma. Isso é uma agressão. Aquela cantada nojenta na rua quando você só quer chegar na padaria em paz é uma agressão. Quando você se sente invadida por uma opinião (que você nunca pediu) sobre sua bunda, seu peito, suas pernas, é uma agressão tremenda. Quando o homem grita com você porque acha que pode é agressão. Quando o homem pensa que seu corpo é uma propriedade, quando você é anulada como pessoa por campanhas publicitárias, quando te mandam “agir como menina”, quando sua voz tem sempre que ser mais baixa, quando você não pode receber o mesmo salário pelo mesmo trabalho, quando você tem que trocar a saia, quando você não sai a noite sozinha porque tem medo demais de não voltar pra casa. São tantas em uma vida tão curta que uma folha de papel jamais daria conta.
      Ser mulher é andar na corda bamba sim, mas de uma coisa eu tenho certeza: nós vamos juntas, nós não estamos sozinhas, nós somos cada vez mais fortes. E o choro, queridos, como já disseram por aí, é livre.

domingo, 25 de outubro de 2015

A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira.(parte I)

Primeiramente eu acho que os machistas e misóginos de plantão,devem tá com uma dorzinha de cotovelo, só acho.Queria ser uma muriçoca só pra ver a cara na hora rs #pegaessamané


Vai encarar?!Arte:Tim Okamura

                                                                                                        Por Cássia Guidin
     Logicamente que eu(e a mulherada empoderada do Brasil) estou super feliz com o tema  de redação do Enem ,porque  é um assunto que está no nosso cotidiano de maneira gritante e absurda.De uma semana pra cá as notícias não nos deixam mentir.
     Quando se fala de violência contra a mulher, a primeira coisa que vem na cabeça é o estupro e a violência doméstica,porém é de nossa ciência(nem todas, vamos nos conscientizar disso por isso que posts são necessários , não só pra informar, mas esclarecer) que a violência contra a mulher acontece de várias maneiras, tanto físicas como psicológicas.Que vai desde um parto não respeitoso(violência obstétrica) a um relacionamento abusivo.
    Conquistamos muitas coisa com o passar do anos, mas ao mesmo tempo sofremos retrocessos MEGA consideráveis, onde se protege mais o criminoso do que a vítima.Essa idéia de banalizar tudo, achar que tudo é brincadeira ,está acabando com a vida de muitas mulheres.Conscientizar é o primeiro passo pra uma nova releitura dos fatos e melhores soluções.Creio que a temática veio na hora certa.E quero ver mais temáticas abordando o feminino não só no Enem mais em outros concursos também.



ps: Agora uma pergunta que não sai da minha cabeça :Se o governo sabe dessa persistência da violência contra a mulher e coloca isso em discussão, porque aprovam o parecer e deixam um PL 5069/2013(que já colocamos aqui posts atrás sobre) está pronto pra pauta no Plenário????

Beijas

sábado, 24 de outubro de 2015

Pretinho "básico" do FDS

Final de semna cooll merece uma boa produção e preto como vcs sabem não erra nunca.Quem usa preto sabe das coisas!


Por Cássia Guidin

Quando falamos do preto não existem regras, pode ser com renda ou sem renda, de couro ou de outras texturas o importante é sempre está caprichando nos acessórios make e atitude!








quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Desvaneio



                                                                         Desvaneio


Todo dia apresento uma versão limitada de mim mesma.
A cena está pronta.
A capacidade de fazer minhas intervenções no meio dela ,me fazem não seguir regras, roteiro,script.
De forma que posso ser um sucesso ou não.
Livre.
Aquele momento que vou dizer tudo que precisa ser dito, quase morrendo do coração, derramando a lágrima em um olho só ,sentimentos encubados, sem saber como expressar.
Travando, sem abrir a boca pra falar um A.
A cena é ser sentimental.
Que jeito mulher??
Mais que isso??
A única coisa que se consegue ver é uma pessoa fria, apática e sem ação.
Retorno
Tento fazer a cena de maneira diferente,louca, sem noção, não consigo.
Outra cena.
Sou desencanada e descontraída. 
Sigo a falar o roteiro quase sem querer, sem minhas interveções até então.
Limite
Não consigo prosseguir, me fecho, não quero causar atrito.Aquela versão já foi.
Não sei qual vai entrar agora.
Não tenho noção.
As vezes invento, as vezes (re)invento.
Sou eu em crise, sou eu em fraude.

sábado, 10 de outubro de 2015

Weekend

Bom, o final de semana graças a Deus vai ser prolongado, o que é um ótimo presente de dia das crianças para os mais velhos como eu rs (#sqn)!Dae começa a pipocar os eventos, as saidinhas, os convites e viagens, como lidar ?rs



                                                                                                         Por Cássia Guidin

Bom vou partir do meu plano ,esse final de semana é dos amigos então vai rolar, festa,churrasco e baladas leves!Nada muito formall.

Alguns looks me inspiraram(ignorem os saltos dependendo da ocasião por favor)





Monique Correa do Black Trend   <3 nbsp="">






Beijas

Sábadão

Bom diaaaaaaa galere, sabadão,tempo agradável aqui no Rio, meu nublado e chuvoso no Paraná mas a gente sempre procura se divertir de alguma forma neh rs?Hoje Cassilds vai dá uma boas sugestões pra vc que tá no Fluxo Paraná-Rio curtir!

Bom a programação começa cedo aqui no Rio de Janeiro.Como o tempo está bom dá pra aproveitar o dia todo e a noite também.


                                                                     Por Cássia Guidin
Pedra do Sal -RJ

O circuito Black Bom é um circuito integrado de cultura negra, que surgiu a partir da necessidade de ampliação da ocupação cultural realizada pelo Baile Black Bom no Quilombo Pedra do Sal. A proposta é unir cultura e entretenimento a favor da valorização da cultura negra tão presente na história da região, através da Black Music e do Afro empreendedorismo. Moda, gastronomia, artesanato, dança, debates e oficinas, exibição de documentários e música compõem a programação do circuito que começa as 10h com atividades em diversos pontos da região, e vai até 00h com o Baile Black Bom na Pedra do Sal que nessa edição comemora 2 anos de atuação na Região Portuária. 

Confira a programação completa do Evento: clique aqui
*Todas as atividades
 são GRATUITAS    


Balkanica - RJ

A festa Balkanica faz a sua jornada através dos sons e culturas e leva você a um passeio músical dos Balcãs. Ritmos, músicos e cantores, gêneros mistos e gerações estão todos no encontro deste projeto. Nessa festa, música tradicional e músicas dos Balcãs atemporais misturam com os sons atuais (rock, hip hop, eletrônica, reggae, dub, etc) e traz a tona essa união em expansão. A proposta da festa é além de navegar pelo universo dos Balcãs, ou Balkans, a festa também tem em seu repertório bandas de fanfarra, Brass Bands que tem muito em comum com o som balkanico que gostamos, aqui no Rio de Janeiro um movimento fanfarrístico, fomentado já há algum tempo pela Orquestra Voadora, multiplicou o numero de bandas do gênero. Os Siderais e a O.V que também tem em seu repertório música cigana e balcãs, são apenas duas das muitas fanfarras que amamos aqui em nossa cidade. A música cigana e oriental também são parte da nossa sonoridade para completar o clima da festa.


Mais detalhes do Evento :clique aqui



Cadê Tereza no Gafiera Elite

A festa carioca que mais valoriza a música brazuca volta em outubro aterrissando novamente na Gafieira Elite para realizar mais um lindo festejo! E aí, preparados? O especial desse mês é de animar qualquer um: LOS HERMANOS (depois de muitos pedidos motivados pelos shows do final do mês) e CÁSSIA ELLER! ♥ Ah, e se preparem: distribuiremos shots alcoólicos na pista (Tequila ♥ Gabriela ♥ Jambú ♥ Cachaças de primeira) e doces na pista!

Como se já não bastasse, teremos os tradicionais drinkolés para os 100 primeiros que pisarem na Gafieira, os vips para os aniversariantes do mês (para os que enviarem lista para o nosso email) e desconto para os seus convidados! Dito isso, não fiquem de bobeira, confirmem logo presença no evento, marquem logo com os seus amigos e cheguem cedo para aproveitar essa mamata!


Valor: com nome na lista - 20 dinheiros, 
sem nome na lista  -25 dinheiros

Anotem aí na sua agenda: 10 de outubro é dia de dançar até domingo de manhã ao som do MELHOR DA MÚSICA NACIONAL na Cadê Tereza?!

 Mais detalhes do Evento:clique aqui

PARANÁ -MARINGÁ



É com grande prazer que convidamos você para o nosso Aniversário de 5 ANOS, e pra fazer a galera cair na dança contaremos com as apresentações de Rubia Divino( nossa linda colaboradora e cantaora) e os Camaradas com o repertório recheado de Brasilidades como Gilberto Gil, Elis Regina, Noel Rosa, Jorge Ben e por aí afora!!! Contaremos também com a Banda Corda Crua trazendo em seu repertório releituras de grandes nomes do Forró como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Alceu Valença, Gordurinha, Falamansa e etc!!! E CLARO vai ter BAQUE do Maracatu Ingazeirofazendo a terra tremer só com m´suca maravilhosas e lindias 

O evento começa a partir das 14:00 Chega cedo galere.

Contaremos tbm com o espaço criança, para as mamães e papais poderem levar a criançada!!!

Além de tudo isso teremos comidinhas sendo vendidas bem ba
ratinho e Bebidas tbm, tudo bem acessível!! SÓ $7 PILA PRA ENTRAR E CURTIR O DIA TODO!!! PARA COLOCAR SEU NOME NA LISTA ANTECIPADAMENTE FALE COM João Guilherme Furlan!!! 


Bom esses são os eventos bacanas pra curtir o dia todo ou a noite toda hoje, mas se você gosta de um Barzinho a Cassilds também dá pitaco:

Rio de Janeiro 

Gilda no Cantagalo um barzinho com um visu maravilhoso, super descolado e seguro e sempre com boas programações pro final de semana todo! Veja as programações aqui  e aproveite o feriado!

Entre outros barzinhos que tem na Lapa que vcê pode escolher com calma rs é opção pra tudo quanto é bolso e verba amiguinhos(as).


Agora se você não quer nem se dar o trabalho de sair de casa, Netflix resolve! *.*

Beijas seus lindos

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Toda mulher tem uma história de terror para contar




                                                                                                              Por Jordana Bulla

           De alguns anos pra cá, criei um hábito todas as vezes que saio na rua: observar as mulheres ao meu redor. Imagino suas histórias em minha cabeça. Sei que todas elas, assim como eu, tem pelo menos uma história de terror para contar. Algumas mais aterrorizantes que as outras, imagino, mas ao imaginar suas vivências, também imagino a força dessas mulheres que não conheço. Quando são mais velhas, as imagino ainda mais fortes – impossível não pensar no que as mulheres de uma época mais distante, com ainda menos direitos, com ainda menos voz do que temos hoje, passaram e não admirá-las.
            Talvez você que me lê pense: que exagero. Nem toda mulher já foi agredida. E eu te respondo que sim, já foi sim. A violência de gênero não tem só uma maneira de se manifestar. Ela não se resume só a agressão física e/ou sexual. Ela vem desde aquele “fiu fiu” na rua, aparentemente inofensivo, mas que deixa claro quem pensa que tem o direito de opinar sobre o corpo do outro (sem ser solicitado). Ela se manifesta na escola, quando dizem a menina (em um dia quente de verão) que seu short é uma “distração” para os colegas de sala e professores, deixando claro que a educação dela é menos importante do que o controle dos homens, e mais: deixando claro que a culpa é dela por se expor (afinal, homem é tudo assim mesmo, não sabe se controlar).       
            Nós ensinamos nossas mulheres desde cedo. Fecha essas pernas e senta que nem menina. Isso não pode. Isso não deve. Se preserve. Se dê ao respeito. Nós as ensinamos que o respeito é um direito a ser conquistado e ensinamos aos meninos que as mulheres tem que fazer por onde para adquirirem esse direito. E a socialização, meus queridos, nunca falha.
            No Brasil, atualmente, seis mulheres são estupradas a cada hora. Apenas 10% desses estupros são notificados. A maioria dos agressores não é punida. Ainda somos um país que culpa suas vítimas pela agressão. A culpa não é dos agressores: é da saia curta, do batom vermelho, da mulher que bebeu demais, da mulher que resolveu sair sozinha (imagine!) aquela hora da noite. Dentro de um casamento, de um namoro, ainda somos um país que tem coragem de dizer as vítimas que não foi estupro. Que era um direito do parceiro transar com ela. Como se ela fosse um carro e como tal propriedade, o dono tivesse o direito inquestionável de usá-la quando e como bem entender. Somos sim um país onde as mulheres são mercadoria, moeda de troca. São meros objetos de prazer com a única finalidade de satisfazer aos homens.
            E é nesse país, onde a educação de gênero é tão urgente e imprescindível para a segurança de suas mulheres, que temos também um dos congressos mais conservadores de que já se teve notícia. É o país da culpabilização da vítima que tem como presidente da Câmara o homem chamado Eduardo Cunha, e é esse homem que tem como proposta a lei que adicionaria mais um capítulo a essa história de terror já tão conhecida de tantas mulheres. Essa lei, em resumo, dificulta o atendimento de vítimas de estupro e as priva de direitos já conquistados (com muita dificuldade, diga-se de passagem). Em um país onde só 10% dos casos de estupro são reportados às autoridades responsáveis, esse congresso ainda quer que essas vítimas de violência sejam submetidas à exames para comprovarem a agressão. Quer tirar o direito dessas vítimas à pílula do dia seguinte e a informações de serviços sanitários disponíveis.

            Em suma, estamos dizendo à essa vítima que não acreditamos nela. Estamos dizendo que, caso ela consiga provar que realmente sofreu uma violência, não daremos a ela o tratamento necessário, não daremos a ela um meio de evitar uma gravidez indesejada de seu agressor e – caso essa gravidez aconteça – não daremos também um meio seguro para que esta seja interrompida (o aborto é legal no Brasil em casos de estupro). Essa é a mensagem que essa lei passa para as mulheres. A mesma mensagem que nossa sociedade machista e misógina grita desde tempos de outrora. Ela vem para deixar claro que a autonomia de nossos corpos não existe e que não basta sermos violentadas uma vez, o Estado que deveria nos proteger, nos violentará de novo. Toda mulher tem uma história de terror pra contar, e eu continuo me perguntando, até quando?



*Jordana Bulla é a nossa nova colaboradora e esse é seu primeiro Post no Blog!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Tees



Eu tô enlouquecida com essas Tees gente!!!!!A gente vai fuçando as coisas na net e dá nisso ...Querooo!

Amei a estampa, amei, só isso!

Essa é a que eu mais gostei pq na t-shirt só tem nega MARA!pow esse combo tá demais.
O link é o site de onde  vende essa.
Solange Knowles

Erykah Badu

Lauryn Hill

Aaliyah.
Essas são as mulheres que estão na estampa da camiseta.. essa ultma talvez algumas pessoas não lembrem muito, mas foi até 2001 uma cantoora maravilhosa de R&B tb.

Se souberem de alguma lugar no Rio ou no Brasil que venda me avisem gatas!

Xoxo

Cassia Guidin

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Tomate Recheado da Cassilds


Bom, como algumas pessoas me pediram a receita do Tomate Recheado que fiz hoje pro almoço,resolvi colocar a receita aqui no Blog que todo mundo pode pegar e ficar feliz e satisfeita como eu  e a galera aqui de casa !Receita super  mega fácil e faz uma vista mara!É uma opção para os veganos também.


Tomate Recheado

Ingredientes:
6 tomates grandes
250 g de queijo mussarela
250 g de queijo bola
3 colheres de sopa de maionese
4 colheres de sopa de cream Cheese
Azeite
Manjericão desidratado
Alho frito

Modo de fazer:

Após lavar os tomates, corte a parte superior do tomate como se tirasse um tampão, logo depois tire toda a semente de dentro do tomate de forma que ele fique oco. Reserve.
Em uma vasilha misture os queijos picados ou triturados com o cream cheese e a maionese.
Aqueça o forno por 10 minutos a 180 graus
Recheie o tomate com a mistura feita e logo após polvilhe com o alho frito. Em um refratário coloque os tomates ,regue com um pouco de azeite e leve ao forno por 30 minutos a 40 minutos no fogo de 200 graus.
Assim que retirar do forno, polvilhe com o manjericão.
Sal a gosto

Rendimento: Para 6 porções.
Tempo de preparo: 60 minutos.


Uma dica: Os “miolos” e sementes do tomate podem ser usados como ingrediente de molho caseiro de tomate em alguma carne ou massa. O acompanhamento pode ser alguma massa, carne ou salada.

Dica dois:O queijo fica a seu critério, pode ser outros tipos , e outros recheios também. ;)



Bom apetite galere!
Essa receita pode ser usada em qualquer ocasião, do dia a dia ao jantarzinho com o boy ou com a namorada (pros homi que cozinha rs)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Colorismo."Quando me chamam de morena!"


Texto retirado da página Feminiciantes

'' Só aos vinte anos de idade consegui me reconhecer e autoafirmar negra. Mesmo quando tentei por muitas vezes me identificar como branca - por conta de ter mãe e avós maternos brancos -, não deixei de sofrer racismo. Fui, ao longo dos anos, embranquecida, e tive minha identidade e descendência invisibilizadas. Aprendi, somente muito tarde, que o colorismo é uma das formas cruéis em que o racismo se  manifesta."

Autoafirmar-se negro é, além de uma postura política, um grito de resistência. Não há como combater uma opressão sem reconhecê-la primeiro e sem conhecer sua raiz.

Colorismo, amizades, é por definição a divisão de negros entre “os verdadeiros” (de pele escura) e os negros-não-negros (de pele clara). O colorismo é o que podemos chamar de uma forma legítima de racismo velado. Desde o nascimento, negros filhos mestiços de pai branco e mãe negra e vice-versa, são chamados pardos. Pardos por quê? O que é, afinal, ser pardo?

“Pardo” é mais um dos muitos termos criados para nos chamarem “não tão negros assim”. Somos chamados de negros-não-negros por não sermos aptos ao padrão que a branquitude estabeleceu para legitimar nossas identidades, mas ao mesmo tempo não possuímos privilégio branco. Nossos traços gritam e nenhum embranquecimento os cala.

O colorismo funciona como um agente de manutenção da branquitude e garante que a sociedade continue a enxergar o que é “branco/claro” como bom e o que é “negro/preto/escuro” como ruim. Somos embranquecidos porque é assim que servimos, sendo os negros que na verdade “nem são tão negros assim”. As revistas, a televisão, os outdoors; a publicidade nos diz que tudo bem ser negro se não for “tão negro assim”. Nossos referenciais são embranquecidos em campanhas publicitárias. Tentam nos sufocar através de todos os meios.

Nossos traços denunciam nossa ancestralidade e nos definem, portanto, como negros. Não somos mais “quase negros” ou “negros de pele clara”, somos negros.
Me lembro de que na infância, meu único referencial de mulher negra foi a avó de uma amiga minha. A mulher, uma negra gorda de cabelos lisos, era sempre elogiada pelos cabelos que mesmo brancos, chamavam a atenção. Eu também os elogiava e me perguntava, muitas vezes, como era possível uma negra de cabelos tão lisos. Hoje entendo que os cabelos da Vó Regina eram elogiados por remeter à branquitude e discorro, a partir de leituras que fiz há algum tempo, sobre quão tamanha é a crueldade do racismo. A miscigenação de negros começou na senzala, quando escravas eram estupradas por seus sinhôs. Será, então, que exaltar os traços “brancos” de um negro não é legitimar a dor daquelas mulheres? A animalização a qual elas foram submetidas?

Acho necessário, contudo, fazer a ressalva de que a autoafirmação não deve ser banalizada. A afirmação de sua negritude não é um espaço aberto para brancos se apropriarem e reivindicarem espaço de fala no nosso movimento. A autoafirmação é um agente empoderador para pessoas negras que foram embranquecidas durante a vida. Vi nos últimos dias duas pessoas se dizerem negras por terem o cabelo cacheado. Ser negro não é ter o cabelo cacheado. O cabelo cacheado é um traço europeu também, inclusive. Às pessoas brancas eu digo: cuidado com a apropriação e atenção ao local de fala.
A valorização de termos como “pardos”, “mulatos” e “morenos” nos aproxima do “quase brancos” e não somos isso. Somos negros. Reafirmo: existimos e somos muitos.
Como uma última consideração levanto o questionamento: Por que é que brancos existem em milhares de biotipos – ruivos, loiros, de olhos claros e escuros - e ainda assim são afirmados brancos, mas negros têm de se encaixar no padrão traços fortes/pele escura ou então são “não tão negros assim”?''