quarta-feira, 26 de abril de 2017

Na beira



"Me lanço feito kamikaze sou quase qualquer coisa feito com seguinte.
Sou dona de um peito persistente,um coração pedinte.
Eu tô no limite de tudo.Ponto final,última gota.Me equilibro na linha do infinito não sei se caio  ou se fico.
Sou dona de um peito apertado atado em desejos infindos.Motor de pernas e braços, corro devagar porque meu tempo é outro.O que eu quero é logo.O que eu movo é lento.
É a teimosia do não e eu na beira do sim, pronta pra dar o salto."

Luna

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A gente se acostuma mas não devia

     
     

                                                                                                                            Por Cássia Divino
      O processo de auto conhecimento é uma parada muito louca, é um trabalho na verdade pesado e de formiguinha.A desconstrução da nossa mente sobre comportamento, atitudes e costumes é algo que só vai sendo mudado conforme a nossa caminhada, é o famoso "caindo a ficha" com o passar de nossas experiencias e  empoderamento.
     A gente sempre se acostumou a se adaptar ao jeito das pessoas porque obviamente vivemos em sociedade, mas você já parou pra pensar o quanto isso pode estar te prejudicando e beneficiando a outrem??Tipo uma mão única, onde se faz bem só a um lado e esse lado não é o seu.São coisas simples do dia-a-dia,um sim quando deveria ser não, um "jeitinho" quando não tinha nem espaço pra jeito nenhum.
     As vezes focamos em estar bem com todos e fazer todos felizes que sempre nos contentamos com o que resta do banquete, o que não deveria acontecer, mas como já disse esse processo  por muitas vezes demora.Quando nos damos conta desse "detalhe" que faz toda a diferença a primeira impressão que temos é que estamos sendo chatas/os e por vezes até exagerados porque aquilo tá tão intrínseco dentro da gente , sendo alimentado durante anos que é uma desconstrução por vezes bruta, o gatilho as vezes acaba sendo algo muito grave ou até mesmo uma montagem de um quebra -cabeça.
     Nós participantes deste cosmos,desse sistema,na sua maioria estamos muito acostumados a dar mais do que receber, a abrir mão mais do que podemos e queremos em nome de diversas coisas:relacionamentos,família,filhos,homens, mulheres, amigos , quando na verdade só queremos somar, queremos trocar coisas boas, (e ruins  se for o caso como objetivo de melhorar sempre) e não só se doar o tempo todo.Isso não é uma viagem de volta ao mundo, são coisas mínimas mesmo, tão simples como um obrigado.
      Hoje vejo que fazer o bem é algo que tem de ser bilateral, onde todos estejam confortáveis, do contrário sempre haverá problemas mais dia ou menos dia.Se não tá sendo bom pra você é hora de levantar quando o que você quer não estar sendo servido.Nunca diminua seu plano (pode ser curto, médio ,longo prazo)pra agradar ou ser aceito.Se supere!
        Não se acostume,se supere.

domingo, 2 de abril de 2017

Questão de tempo



                                                                                                                      Por Cássia Divino

      Tem um filme que eu gosto muito , o nome dele é "About time"(tem no netflix) .Conta a história de um cara que tem o poder herdado por todos o homens da familia de voltar no tempo e assim ele vive e resolve várias situações da vida, inclusive se apaixonar. Não vou dar muito spoiler mas esse filme é o desejo de praticamente a maioria das pessoas mas a gente sabe que isso tá longe de acontecer, vida real é BEM diferente.
     A vida assim como a história é feita de rupturas, a gente nunca consegue ter uma história linear(tudo certinho, todo mundo feliz , agradando tudo e a todos), sem conflitos, guerras e se lá o que de ruim possa acontecer.Nesse momento você como sobrevivente de todas as épocas por qual já passou segue em resiliência,sempre reconstruindo mas ae você pára e pensa?"Eu sempre me comportei assim, nadando contra a corrente e não adiantou."
Você não quer ser uma estatística, um número , um senso comum.Você quer ser você mesma.
Se perder pelo caminho é algo que acontece com frequência,as pessoas se sabotam, as pessoas se encondem nelas mesmas e de tanto fazer isso, não falar , não demonstrar ou simplesmente não saber lidar com isso as levam para alguns redemoinhos. 
Nesse momento depois de árduas lutas principalmente com você mesma, você resolve se dar um tempo.Tempo este que  usará para refletir, pra pensar, pra se achar, pra se motivar.
Mas fazer isso me torna uma pessoa fraca, logo eu, que sempre fui forte,sempre levei tudo de boa? Sim porque ninguém é perfeito o tempo todo(ps: as pessoas tem defeitos,elas erram).Se dar um tempo pra se realinhar, pra resgatar você mesma,o que é importante para a caminhada,pra auto conhecimento,pra se curar pra depois dessas rupturas todas apertar o start novamente.
Vai com calma , sem pressa, sem medo, vai dar certo , tem que dar certo.
O tempo faz sempre bem a sua função.Entenda.Aceite.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Tempo e vivência

    Quando se trata de abordar sobre a auto estima negra , abre-se um viés de possibilidades,de assuntos.Quando eu escolhi o tema quis falar um pouco da minha vivência.Sei, que assim como várias negras como eu, tiveram sua auto estima abalada ou fragilizada em algum momento da vida.Seja pelo corpo, seja pelo cabelo, pelos lábios grossos e grandes, quadril largo e por ae vai. 

      Em minha casa minha mãe sempre cuidou da gente com máximo capricho,trançava nosso cabelo, ajeitava aqui e ali, nos setíamaos bem mas era só chegar na escola que nosso bom humor ia pro brejo.
As pessoas zoavam, hostilizavam,por um bom tempo as pessoas me chamavam de bicuda porque realmente era uma coisa que me incomodava, não dava pra ficar sorrindo.Alisar os cabelos foi uma opção de me sentir aceita e inclusa  no ambiente que eu vivia e estudava, eu ficava mais na escola do que em casa,estudava em período inegral.Como estudei no mesmo colégio durante anos  fui conquistando o respeito das pessoas e fui começando a não ligar muito pro que diziam.Minha mãe sempre foi muito parceira nesse tocante de tá nos estimulando a não desistir, a não entristecer, a não ligar.
    Como disse com o tempo começei a "cagar" pra opinião das pessoas, essa era a minha reação quando falavam algo ofensivo.A mídia não me ajudava muito com a questão da auto estima não,eu achava que tinha que ter cabelo grande e liso, coloca a toalha na cabeça e tudo, não gostava de colocar batom pq me achava com a boca gigante, não achava tom de maquiagem pra minha pele quando mais velha(graças que hoje tenho tudo isso ao meu dispor).

  Apesar de na infância não ter muita represetatividade além da família, tive referências musicais,todas as divas do soul,do blues meu pai ouvia e a gente ouvia também(até hj ouvimos), isso foi algo muito importante porque foi na música que anos mais tarde nos achamos e nos desenvolvemos.Foi na música que a gente viu a representação da nossa luta também.Hoje minha mãe usa turbante e não fica esteriotipando como fazia antes, hoje ela tem uma visão cultural e histórica muito maior de conscientização.Hoje eu sei que, se eu quiser ser a Frida eu vou ser, se eu quiser ser a mulher maravilha eu vou ser, eu posso ser o que eu quiser.

Me aceitar hoje ,como eu sou com todas as minhas caracteristicas não foi facil, me prendia em trocentos aspectos e ainda estou em desconstrução.O empoderamento me ajudou absurdamente nesse quisito.As vezes as pessoas falam que eu sou séria ou me classificam como metida,mas não sou não.Isso foi um pouco de resultado por conta da falta de auto estima , até hoje não sei lidar com elogios e alguns afetos, as vezes acho que as pessoas tão zoando comigo  e isso é algo que eu tenho lidado também, quem convive comigo sabe que sou uma matraca ambulante e dou uns sorrisos também!
Emponderar-se é saber da sua história, do seu trajeto e se orgulhar do que está se tornando.Eu sempre falo que o tempo é rei, porque eles nos conscientiza e transforma.Hoje eu não fico nessa de não ligar pra opinião dos outros, só ouvir e não falar. Eu problematizo, explico, exemplifico. Não dá pra engolir qualquer coisa, qualquer argumento raso ou equivocado.Agradeço a cada dia as lindas que estão se ajudando, se unindo no empoderamento, na luta que vai muito além de estética e modinha.Vai ter negra empoderada sim,vai ter nega se achando a top da galaxia também.

Beijas

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Macarrão da Cassilds

Boa Noite seus lindos(as), então mais uma vez ataquei a cozinha e fiz uma macarronada com picanha para comemorar atrasadamente  o dia internacional do macarrão(foi dia 25)..eu gosto muito de cozinhar e tento fazer os meus pratos o mais prático possível, até porque a vida é super corrida e não dá pra vc elaborar um prato durante a semana q leve muito tempo pra ficar pronto rs


                                                                                                               Por Cássia Guidin


Ingredientes:

- 400 g( 1 pacote)  de macarrão penne integral(pode ser o parafuso de vc preferir)
- 60 gramas de azeitona sem caroço
- 200 gramas de queijo prato ou mussarela(ou qualquer um que vc goste)
- 400 g de picanha picada(pode ser da sobra do churrasco do finde se vc quiser-devidamente conservado, é claro )
- Azeite
- Sal
- 1/2 de chá de molho de tomate , só pra dar uma cor e apurar o sabor
- Coloque salsinha,cebolinha e pimenta à gosto.

Modo de Preparo.
 Corte a picanha em cubos , tempere  com sal e chimichurri.Reserve.Em uma panela coloque água  suficiente para cozinha o macarrão e coloque uma fio de azeite.Coloque o macarrão para cozinhar no tempo estipulado na embalagem(12-15 minutos normalmente).Após o macarrão estiver cozido escorra e reserve.Pré aqueça o forno a 180-200 graus.Refogue a picanha até ela dourar , quando ela dourar misture o molho de tomate .Em um refratário, coloque um pouco de azeite e depois o macarrão com o molho de picanha, e a azeitonas misture.Coloque o queijo irregularmente entre o macarrão e leve ao forno por 15-20 minutos.Receita pronta.Serve 5 pessoas.Fica uma delicia e demora no máximo 45min - 60 min.Uma salada para acompanhar e um vinho .Merlot ou um Cabernet Sauvignon.

Beijas

ps:A massa do macarrão eu usei integral mas isso fica a seu critério.Cuidado com o sal por causa do queijo,pimenta e azeitona, pois estes alimentos já têm sal em si e ajudam na apuração do sabor.
ps2: Dá pra fazer a receita sem carne também para os vegetarianos substituindo a carne por carne de soja ou legumes.


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Vamos falar de violência de gênero, sim senhores.(parte II)

  
Arte : Tim Okamura

                                                                                                              Por Jordana Bulla

    Que foda é ser mulher, gente. Não dá pra descrever de outra maneira. Essa última semana em particular foi foda pra caralho. Nós somos obrigadas a assistir homens no poder mudando leis tão importantes pra gente. Ferindo nossa dignidade. Deixando claro quem manda em tudo aqui. Só que a gente já sabia, sempre soube, e daí resolveu que não ia mais deixar assim não.
   Aí depois de uma semana pesada dessa, chega a prova do ENEM pra fazer homem machista e escroto passar mal na hora da redação. Chega questão com Simone. Chega música do Pixinguinha. E você se emociona com os relatos das minas, com a força delas, com a luta e a garra dessas mulheres maravilhosas que não desistem nunca. Eu me emocionei com a redação da minha prima, meu bebê de 17 aninhos, que orgulhosa eu fiquei quando ela leu seu texto pra mim e eu percebi que ela está crescendo pra se tornar uma mulher forte, bonita, empoderada.
Vivenciamos a violência de gênero todos os dias,
e tem gente reclamando de escrever??
    Outra coisa importante é que quando a gente fala disso, quando a gente expõe a ferida em nível nacional como foi feito, as pessoas se mostram. E a gente descobre quem é quem pra se proteger ainda mais. E a gente ouve homem dizendo absurdo e a gente não se cala. E a gente tem a oportunidade maravilhosa de ficar cada vez mais longe dessa gente lixo que acha que discutir sobre a violência que as mulheres passam todos os dias de suas vidas é uma questão secundária. E esse é só o começo.

     Você reclamou de escrever um texto sobre o assunto em uma prova, mas a gente é obrigada a viver a problematização desse tema na pele. Nossa vida inteira é a discussão desse tema. Ser mulher é ser agredida de tantas maneiras, por todos os lados. Ser mulher é expor o que você pensa e ouvir que você é agressiva e exagerada quando o homem ao seu lado teve todo o direito de dizer o que quis sem repreensão nenhuma. Isso é uma agressão. Aquela cantada nojenta na rua quando você só quer chegar na padaria em paz é uma agressão. Quando você se sente invadida por uma opinião (que você nunca pediu) sobre sua bunda, seu peito, suas pernas, é uma agressão tremenda. Quando o homem grita com você porque acha que pode é agressão. Quando o homem pensa que seu corpo é uma propriedade, quando você é anulada como pessoa por campanhas publicitárias, quando te mandam “agir como menina”, quando sua voz tem sempre que ser mais baixa, quando você não pode receber o mesmo salário pelo mesmo trabalho, quando você tem que trocar a saia, quando você não sai a noite sozinha porque tem medo demais de não voltar pra casa. São tantas em uma vida tão curta que uma folha de papel jamais daria conta.
      Ser mulher é andar na corda bamba sim, mas de uma coisa eu tenho certeza: nós vamos juntas, nós não estamos sozinhas, nós somos cada vez mais fortes. E o choro, queridos, como já disseram por aí, é livre.

domingo, 25 de outubro de 2015

A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira.(parte I)

Primeiramente eu acho que os machistas e misóginos de plantão,devem tá com uma dorzinha de cotovelo, só acho.Queria ser uma muriçoca só pra ver a cara na hora rs #pegaessamané


Vai encarar?!Arte:Tim Okamura

                                                                                                        Por Cássia Guidin
     Logicamente que eu(e a mulherada empoderada do Brasil) estou super feliz com o tema  de redação do Enem ,porque  é um assunto que está no nosso cotidiano de maneira gritante e absurda.De uma semana pra cá as notícias não nos deixam mentir.
     Quando se fala de violência contra a mulher, a primeira coisa que vem na cabeça é o estupro e a violência doméstica,porém é de nossa ciência(nem todas, vamos nos conscientizar disso por isso que posts são necessários , não só pra informar, mas esclarecer) que a violência contra a mulher acontece de várias maneiras, tanto físicas como psicológicas.Que vai desde um parto não respeitoso(violência obstétrica) a um relacionamento abusivo.
    Conquistamos muitas coisa com o passar do anos, mas ao mesmo tempo sofremos retrocessos MEGA consideráveis, onde se protege mais o criminoso do que a vítima.Essa idéia de banalizar tudo, achar que tudo é brincadeira ,está acabando com a vida de muitas mulheres.Conscientizar é o primeiro passo pra uma nova releitura dos fatos e melhores soluções.Creio que a temática veio na hora certa.E quero ver mais temáticas abordando o feminino não só no Enem mais em outros concursos também.



ps: Agora uma pergunta que não sai da minha cabeça :Se o governo sabe dessa persistência da violência contra a mulher e coloca isso em discussão, porque aprovam o parecer e deixam um PL 5069/2013(que já colocamos aqui posts atrás sobre) está pronto pra pauta no Plenário????

Beijas